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Educação Financeira: definição, melhores livros e dicas práticas

Saiba o que é educação financeira, para que ela serve e como você pode obtê-la. Confira sugestões de livros e dicas para entender tudo sobre finanças.

A educação financeira é uma pauta com destaque cada vez maior na mídia, graças ao maior acesso à informação proporcionado pela internet, além da grande variedade de serviços que têm surgido nessa área. A revolução tecnológica das últimas décadas mudou a relação das pessoas com o dinheiro e colocou em evidência a importância de uma boa orientação financeira.

No Brasil, a popularização de bancos digitais, carteiras virtuais e corretoras de investimentos nos últimos anos acelerou esse processo. Graças aos smartphones, é possível acessar produtos e conteúdos sobre finanças a qualquer momento, aprendendo tudo o que não aprendemos na escola. Em momentos de crise econômica, torna-se ainda mais importante entendermos tudo sobre finanças.

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Mas, afinal, o que é educação financeira e qual a sua importância na prática? De que modo podemos aprender sobre o assunto com livros, cursos e outras fontes de conhecimento?

Este não é apenas um texto sobre educação financeira, mas sim um guia para quem pretende pesquisar sobre o assunto e relacioná-lo com a sua rotina. Vamos lá?

O que é educação financeira?

De forma simplificada, podemos definir educação financeira como o aprendizado da gestão do próprio dinheiro. Ela nos ajuda a entender como funcionam os produtos e serviços financeiros, os cuidados que devemos tomar em relação a eles e como podemos tomar decisões inteligentes pensando em nossas finanças pessoais.

Obviamente, existe mais de um conceito de educação financeira possível. Mas devemos captar em qualquer definição de educação financeira o que é realmente importante: sua dimensão prática. Ou seja, enquanto educação financeira pessoal, ela serve para ajudar os indivíduos a terem uma vida melhor, pelo menos em sua relação com o dinheiro.

A educação financeira normalmente compreende temas como juros, poupança, investimentos e inflação, entre outros assuntos que fazem parte do dia a dia da maioria dos brasileiros. Nem sempre é possível dominar a fundo cada um deles, mas mesmo um entendimento mínimo pode fazer a diferença.

Ou seja, mesmo que você não venha a aprender tudo sobre educação financeira, passará a entender mais sobre o tema e, a partir disso, será capaz de economizar, investir e usar melhor seu dinheiro.

Como ter uma boa educação financeira?

Há quem diga que devíamos receber educação financeira ainda na escola, devido à importância em nossas vidas de lidar bem com o próprio dinheiro. No entanto, esta é uma habilidade tão importante que deve ser estimulada também dentro de casa, desde a infância. Explicar desde cedo o valor do dinheiro e o que significa economizar e investir com seriedade pode poupar dores de cabeça aos nossos filhos futuramente.

Infelizmente, não é assim que as coisas funcionam, na maioria das vezes. Seja em casa ou na escola, temos pouca orientação financeira antes de chegarmos à idade adulta. Por isso, é comum que nos atrapalhemos com o próprio dinheiro quando passamos a ter uma renda própria e devemos tomar decisões em relação a ela.

A boa notícia é que você sempre pode aprender mais sobre educação financeira (ou pelo menos entender o que é mais relevante), seja qual for a sua idade. Ao chegar a este artigo, fica claro que você já deu o primeiro passo nesse sentido. O passo seguinte, quando acabar de ler o nosso guia, é procurar fontes de informação confiáveis e de qualidade sobre o assunto.

Por fim, você terá que aplicar na prática o que aprendeu. Afinal, é assim que passamos a dominar realmente o que lemos ou ouvimos por aí. Neste guia, explicamos onde você poderá encontrar o melhor conteúdo de educação financeira e de que modo esse conhecimento pode ser utilizado em sua rotina.

Livros sobre educação financeira
Livros sobre finanças

Melhores livros sobre educação financeira

É claro que a praticidade e o fácil acesso tornam o conteúdo da internet a primeira opção de quem procura respostas rápidas para suas dúvidas sobre finanças. Navegando em sites e blogs especializados, você encontrará artigos de ótima qualidade (como este!), vídeos explicativos, podcasts e muito mais sobre o tema.

No entanto, os livros continuam sendo a fonte de informação por excelência, por permitirem que se trate de qualquer tema com um fôlego maior e muito mais profundidade. Então, vale a pena conferir algumas boas dicas de livros sobre educação financeira.

1. “O Homem Mais Rico da Babilônia” – George S. Clason

Provavelmente a obra mais clássica sobre educação financeira, este livro de 1926 tem o mérito de ser simples em sua linguagem e nos ensinamentos que passa aos leitores, graças ao uso de parábolas. O foco não está em explicações técnicas sofisticadas, mas em dicas que possam ser compreendidas por qualquer pessoa que tenham uma renda e estejam preocupadas em levar uma vida agradável, sem grandes preocupações.

2. “Pai Rico, Pai Pobre” – Robert Kiyosaki e Sharon Lechter

Este outro clássico da educação financeira, publicado pela primeira vez em 1997, é mais ambicioso que a obra de Clason. Em Pai Rico, Pai Pobre, Kiyosaki dá conselhos para quem deseja ser rico, e não apenas levar uma vida confortável. A diferença pode ser sentida nos tipos de dicas, muito mais focados em investimentos do que em decisões de poupança. Além disso, há dicas práticas para proteger seu patrimônio e empreender.

3. “Why Didn’t They Teach Me This in School?” – Cary Siegel

Se você está à procura de algo mais recente, este livro lançado em 2021 e ainda não traduzido para o português pode ser a escolha ideal. Cary Siegel fornece 99 princípios valiosos de gestão financeira pessoal, voltados especialmente para quem está prestes a iniciar a vida profissional e deseja começar essa jornada com o pé direito. O título vai direto ao ponto. Em tradução livre: Por que Eles Não me Ensinaram Isso na Escola?

Cursos de educação financeira

Se você prefere contar com uma orientação financeira mais personalizada, pode recorrer a cursos presenciais ou online. Há opções nos mais diversos formatos e preços. Portanto, você certamente encontrará algo que vá ao encontro do que procura.

É preciso tomar alguns cuidados, também. Afinal, a qualidade dos cursos pode variar e, em alguns casos, a instituição ou os professores podem não ser tão confiáveis. A seguir, listamos alguns aspectos que você deve levar em conta para escolher um bom curso de educação financeira.

Nível de conhecimento

Antes de sair à procura de um curso, é importante ter uma noção clara do seu nível de conhecimento em finanças. Há cursos que ensinam o básico do básico, enquanto outros já partem de um grau um pouco mais avançado. Portanto, você deve evitar o erro de fazer um curso muito básico (que pode acabar sendo uma perda de tempo) ou exigente demais (que se torne difícil de acompanhar).

Tipo de conteúdo

O conceito de educação financeira é muito amplo e, por isso, quem se propõe a dar cursos sobre o tema pode oferecer diversas abordagens. Por exemplo, há cursos mais voltados a aspectos técnicos para quem deseja começar a investir seu dinheiro. Outros cursos tratam de questões de comportamento ou ensinam temas básicos, como juros compostos. Portanto, é importante conferir se o programa está de acordo com o que você procura.

Formato

Do mesmo modo, um curso pode ter diferentes formatos. É possível encontrar cursos presenciais ou online, com aulas ao vivo ou gravadas, por escrito ou em vídeo, entre outras opções. Existem cursos com turmas pequenas ou grandes (muitas vezes, sem limite de alunos) e até mesmo particulares. A escolha do formato depende do seu gosto pessoal e do que você acredita que funcionará melhor no seu caso.

Credibilidade

Ao pesquisar cursos de educação financeira, pesquise a fundo a credibilidade da instituição e/ou dos professores responsáveis. Confira a experiência e formação no assunto que eles demonstram ter, o que ex-alunos dizem sobre o curso e se ele é recomendado por pessoas nas quais você confia. Tire todas as suas dúvidas sobre o curso antes de realizar qualquer pagamento, fazendo contato pelos canais oficiais.

Preço

Como em qualquer produto ou serviço que você pense em contratar, o preço também tem um papel central na escolha de um curso de educação financeira. Na internet, por exemplo, é possível encontrar desde opções gratuitas até cursos extremamente caros. Compare sempre os preços de cursos com formato, duração e conteúdo parecidos. E não se deixe seduzir pela propaganda de quem, no fim, pode não entender muito do assunto.

Curso de educação financeira
Educação financeira curso

5 dicas de educação financeira

Há alguns aspectos tão centrais na educação financeira que você não precisa ler um livro inteiro ou pagar por um curso completo para compreender a sua importância. Talvez você já conheça alguns deles, mas nunca é demais destacá-los.

A seguir, listamos cinco dicas práticas que resumem o que há de essencial na educação financeira pessoal:

1. Controle suas despesas

Um dos maiores erros que as pessoas podem cometer, em relação ao dinheiro, é não ter uma ideia clara do quanto gastam e em que gastam. Em casos mais extremos, há quem também não tenha noção dos próprios rendimentos. Apesar de ser mais comum no caso de quem tem renda e/ou despesas variáveis, esse é um cenário que pode ocorrer na vida de muitas pessoas, por diferentes motivos.

Obviamente, você deve evitar isso. Ter um controle minimamente detalhado das suas despesas é o que permitirá que você entenda onde está gastando demais e como pode economizar seu dinheiro. Para manter esse controle, a opção mais clássica é a boa e velha planilha. No entanto, hoje em dia, também é possível contar com apps de celular como o Guia Bolso, o Monefy e o Mobills, entre outras opções.

2. Tenha metas claras

Quem procura por educação financeira normalmente deseja economizar dinheiro, começar a investir e/ou adquirir algo futuramente. Nesse sentido, o aprendizado seria um instrumento para alcançar determinados objetivos pessoais. No entanto, isso só será possível se você tiver esses objetivos bem claros e for capaz de definir metas realistas para atingi-los.

É importante ter metas claras para curto, médio e longo prazo, bem como entender o que você precisa fazer para cumpri-las. Por exemplo, se você deseja economizar para comprar um carro à vista, deve se planejar para poupar valores específicos por mês e ano, além do objetivo de longo prazo, que é reunir todo o montante necessário para essa compra. Com ambições concretas, tudo fica um pouco mais fácil.

3. Poupe seu dinheiro

Apesar de não ser o único objetivo da educação financeira, desenvolver a capacidade de poupar dinheiro é extremamente importante para quem deseja organizar as próprias finanças. Isso pode ser feito de diversas formas e, em muitos casos, não altera muito a qualidade de vida e a satisfação do indivíduo.

Você pode economizar pesquisando melhor antes de efetuar uma compra, inclusive comparando preços na internet. Aliás, há muitos cupons de desconto e programas de cashback online, sem falar em sites de compras coletivas. Comprar em períodos de promoção é uma opção mais tradicional e que continua fazendo a diferença. Por fim, procure identificar e evitar as compras que você costuma fazer por impulso.

4. Não deixe seu dinheiro parado

Ok, você já identificou formas de gastar menos dinheiro e aprendeu a poupar parte do que ganha por mês. Agora, você tem duas opções pela frente: guardar esse dinheiro na poupança ou embaixo do seu colchão, acumulando-o mês a mês até atingir o valor estipulado como meta final, ou investi-lo – e, neste caso, as possibilidades são inúmeras.

Investimentos bem-sucedidos em renda fixa (como Tesouro Direito e CDBs) ou variável (como ações) irão acelerar as coisas e levá-lo(a) mais rapidamente ao cumprimento de sua meta. Por que esperar cinco anos por algo se, com algum esforço e as decisões corretas, você pode obter o que deseja em quatro anos (ou até menos)?

Educação financeira pessoal
Orientação financeira

A educação financeira no Brasil

Apesar do crescente interesse por educação financeira no Brasil, essa continua sendo uma busca que depende bastante da vontade de cada um. Recentemente, tivemos alguns períodos de maior popularização do acesso ao mercado financeiro, devido a condições específicas da economia brasileira.

Isso ocorreu, por exemplo, com o longo período de crescimento até a crise de 2014-2016, mas também com a queda da SELIC nos últimos anos. No primeiro caso, mais pessoas passaram a ter condições de poupar e investir, numa época em que a internet tornou mais fácil o acesso à informação e a serviços financeiros. No segundo caso, a queda da taxa básica de juros atraiu mais investidores para instrumentos de renda variável.

No entanto, há uma corrente forte de pensamento no sentido de estimular a educação financeira dos brasileiros como um projeto coletivo, pensando no maior bem-estar de toda a população. No Plano Diretor da ENEF (2010), por exemplo, o governo federal publicou o Documento de Orientações para Educação Financeira nas Escolas. O objetivo, claro, foi estipular algumas diretrizes de promoção desse conhecimento no ensino básico.

Desde então, não vimos muitas ações concretas nesse sentido. Em grande parte, isso é mais um reflexo da longa crise política que o país viveu na década passada. No entanto, qualquer projeto sério de educação deve levar em conta a influência que a orientação financeira pode ter, futuramente, na economia do Brasil.

Perguntas Frequentes

Ficou com alguma dúvida sobre educação financeira? Então, confira nossas respostas a algumas das perguntas mais comuns sobre o assunto.

O que é ter educação financeira?

Ter educação financeira é deter o conhecimento necessário para tomar decisões racionais em relação ao próprio dinheiro. Isso significa ter um entendimento claro do quanto se ganha e gasta, bem como ter a capacidade de poupar e até mesmo investir parte do rendimento pessoal, quando possível.

Qual a importância de ter educação financeira?

A educação financeira é importante para qualquer pessoa que tenha que lidar com receitas e despesas no nível individual e/ou familiar. O conhecimento nessa área pode evitar problemas sérios, como dívidas, consumo compulsivo e, simplesmente, falta de dinheiro.

Qual o objetivo da educação financeira?

O principal objetivo da educação financeira é proporcionar uma vida mais tranquila e segura para os indivíduos. Isso se refere às necessidades materiais básicas, mas também aos efeitos que a gestão do próprio dinheiro pode ter sobre a saúde mental e nas relações familiares e sociais.

Quais são os melhores exemplos de educação financeira?

Bons exemplos de educação financeira são os conhecimentos adquiridos em livros, cursos e, claro, na internet – graças a artigos como este e outros tipos de conteúdo. Com as ferramentas certas e fontes confiáveis de informação, qualquer pessoa pode aprender o necessário para uma vida financeira saudável.

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