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Mercado de capitais: o que é e como ele funciona

O mercado de capitais integra a estrutura financeira de qualquer país, e no Brasil isso não é diferente. Afinal, a economia moderna funciona com uma circulação intensa de capital para investimentos de diferentes tipos. É esse dinheiro que movimenta a economia moderna e beneficia os dois lados do sistema: quem fornece e quem consome capital.

Mas, afinal, o que é mercado de capitais e, mais especificamente, como funciona o mercado de capitais? Por mais que tenhamos uma noção sobre o tema, nem sempre compreendemos a estrutura do mercado de capitais e o que o define, exatamente.

Por isso, neste artigo, explicamos de forma detalhada o conceito de mercado de capitais, como funciona o mercado de capitais brasileiro e muito mais sobre o tema. Vamos lá?

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O que é o mercado de capitais

O mercado de capitais é o segmento do mercado financeiro que possibilita a negociação entre investidores e interessados em captar recursos para projetos específicos. Portanto, o mercado financeiro de capitais coloca em contato quem tem capital disponível e quem deseja obter capital para seus projetos.

As transações no mercado de capital são diferentes de um empréstimo bancário, por exemplo. Afinal, não se trata de operações de crédito, mas sim da negociação de ativos como ações, títulos de dívida e mais.

Tipos de mercados do sistema financeiro

Para compreender o que é mercado de capitais, é importante distingui-lo de outros segmentos do mercado financeiro:

  • Mercado de capitais: proporciona a captação de recursos por empresas por meio da negociação de títulos junto ao público interessado em investir e valorizar seu capital.
  • Mercado de crédito: permite a captação de recursos por meio de empréstimos junto a instituições financeiras, notadamente para capital de giro ou consumo.
  • Mercado monetário: caracteriza-se pela movimentação de valores de forma instantânea ou no curtíssimo prazo.
  • Mercado cambial: possibilita a movimentação de valores em moeda estrangeira no curto, médio e longo prazos.

Pela forma como funciona o mercado financeiro, fica claro que mercado de crédito e mercado de capitais são semelhantes. No entanto, a forma de intermediação, os objetivos das partes e os atores envolvidos são diferentes em cada caso.

Como funciona o mercado de capitais

Ao colocar em contato investidores de todos os “tamanhos” e as empresas que buscam recursos no mercado, as corretoras permitem que o capital gire e que a economia cresça.

O mercado de capitais funciona, então, com base na distribuição de títulos/ativos que as empresas emitem para captar recursos. Isso se dá, em geral, por meio da Bolsa de Valores e/ou das corretoras, que por sua vez são reguladas por instituições de estado. Além disso, há diversos tipos de valores mobiliários, como veremos a seguir.

Ativos negociados no mercado de capitais

Há três formas principais utilizadas pelas empresas para captar recursos no mercado de capitais. Os instrumentos usados, em cada uma delas, são:

  • Ações: são participações em empresas de capital aberto. Quem compra uma ação torna-se sócio(a) da empresa e pode, em alguns casos, receber parte do seu lucro na forma de dividendos. As ações são oferecidas pelas empresas e, depois, podem ser comercializadas na bolsa.
  • Debêntures: são títulos de dívida de longo prazo. Para as empresas, servem como alternativa ao empréstimo bancário. Ao emitir debêntures, as empresas procuram financiar seus investimentos ou pagar outras dívidas captando recursos no mercado.
  • Commercial Papers: também são títulos de dívida, mas de curto prazo. Diferentemente das debêntures, os commercial papers têm prazos entre 30 e 360 dias. Portanto, são mais atraentes para quem deseja resgatar o valor da dívida, em vez de negociar os papéis.

O papel da CVM no mercado de capitais

Toda a atividade do mercado de capitais brasileiro é regulada e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A CVM exerce um papel fundamental no funcionamento desse mercado, visto que oferece a segurança e a transparência necessárias para negociações com renda variável. A instituição exige a prestação de contas das empresas e o cumprimento de diversas regras de conduta, além de punir eventuais faltas.

Mercado de capitais e mercado de ações: qual a diferença?

O mercado de ações é um dos segmentos que compõem o mercado de capitais. Provavelmente é o mais conhecido deles, e por isso, muitas vezes, ambos se confundem. No entanto, é importante ter em mente que o mercado de ações não inclui debêntures e commercial papers, por exemplo.

Como funciona a Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores é um ambiente destinado à negociação de ações, entre outros títulos relevantes. No Brasil, as ações de empresas são negociadas na B3 – antigamente conhecida como Bovespa. Elas podem ser obtidas nos mercados primário e secundário.

Oferta Pública Inicial (IPO)

Quando uma empresa deseja abrir seu capital e lançar ações no mercado, faz uma Oferta Pública Inicial, também conhecida como IPO – do nome em inglês: Initial Public Offering.

Mercado primário

Após a IPO, é possível adquirir as ações da própria empresa. Esse mercado que se abre inicialmente é conhecido como mercado primário. A empresa que abriu capital recebe todo o dinheiro que consegue captar com as vendas de suas primeiras ações.

Mercado secundário

Em um segundo momento, quem comprou ações de uma empresa pode revendê-las na Bolsa ao preço que quiser – desde que haja pessoas interessadas, claro. Esse é o chamado mercado secundário, que funciona de forma independente em relação à empresa. 

Como investir no mercado de capitais

Obviamente, este é um guia básico e introdutório sobre o assunto. Nosso objetivo é matar a curiosidade de parte dos nossos leitores e ajudar aqueles que desejam dar um passo a mais – ou seja, que pensam em investir no mercado acionário ou de capitais em geral.

Para isso, é importante estar atento(a) a alguns elementos essenciais nessa atividade, como veremos a seguir.

Perfil de investimento

Antes de tudo, você deve compreender seu próprio perfil enquanto investidor. Isso significa, principalmente, entender o quanto você é avesso(a) ao risco ou tende a ter uma postura mais agressiva ao investir.

Em geral, há um trade-off entre oportunidades de lucros mais elevados e maior segurança quanto ao retorno dos investimentos. Portanto, você deve decidir entre uma atuação mais moderada ou arrojada no mercado.

Definindo objetivos

Ao avaliar seu perfil de investimento, você também será capaz de compreender melhor quais são, afinal, seus objetivos no mercado de capitais. Afinal, é importante ter clareza sobre os motivos de estar investindo, o quanto você espera lucrar e quando deseja ter um retorno – nem que seja para avaliar melhor a viabilidade do seu projeto.

De qualquer forma, essas informações serão úteis para você definir onde, quanto, quando e como investir – e por quanto tempo.

Escolhendo uma corretora

A partir de suas preferências e do seu projeto de investimento, você poderá escolher a corretora que melhor atende às suas expectativas. Existem muitas corretoras, hoje em dia, com preços e produtos variados, e você só será capaz de compará-las e avaliá-las adequadamente se souber bem o que procura.

Uma corretora séria e comprometida com seus clientes é elemento fundamental para ter bons resultados e uma experiência positiva, no geral, no mercado de capitais.

Preparando sua conta de investimentos

Antigamente uma missão burocrática e restrita a um seleto grupo de investidores com capital e conhecimento significativos, a abertura de uma conta numa corretora tornou-se muito mais simples no Brasil, graças à internet.

Atualmente, em pouco tempo, você pode fazer seu cadastro, depositar dinheiro em sua conta e começar a investir em uma corretora. Lembre-se sempre de conferir os termos e condições da plataforma para validar seus dados e acessar a área de trading.

Avaliando ativos

Uma vez que sua conta numa corretora esteja ativa e com fundos disponíveis, será hora de começar a investir. Se você está começando agora no mercado de capitais, talvez tenha dificuldade para avaliar as melhores ações ou outros títulos interessantes de investir. Caso fique inseguro(a) em relação a isso, recorra a especialistas no assunto.

Lembre-se sempre de avaliar os ativos conforme suas expectativas e perfil de investidor. Caso seu foco esteja no longo prazo, não há a necessidade, por exemplo, de dedicar energia ao day trade. Caso prefira o curto prazo, faz menos sentido comprar ações preferenciais, que dão direito ao recebimento de dividendos. E assim por diante.

Conclusão

O mercado de capitais – e de ações, em particular – oferece ótimas oportunidades para quem procura investimentos mais dinâmicos que aqueles em títulos de renda fixa, imóveis ou outros bens e ativos. No entanto, é importante conhecer bem o mercado para não se envolver em negociações furadas ou simplesmente frustrantes.
Lembre-se de investir de modo racional e consciente de suas limitações em relação ao conhecimento de cada tipo de ativo e produto financeiro. O mercado de capitais não é um jogo de apostas, por mais que os resultados possam, muitas vezes, surpreender (positivamente e negativamente).

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