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Forex investing: como operar durante a segunda onda do coronavírus

O mercado de Forex está passando por um momento peculiar e desafiador. Claro, ele não está sozinho nessa. Com a chegada da segunda onda a muitos países que já ensaiavam um volta à normalidade, as coisas voltaram a ficar indefinidas para todos. Por outro lado, já há uma esperança grande de que o Covid-19 venha resolver boa parte do problema.

O momento de paz e normalidade desfrutado por algum tempo se mostrou efêmero. E isso gera consequências mais ou menos importantes em todos os níveis. Com as contaminações aumentando em quase todos os lugares, acumulam-se os desafios, tanto do ponto de vista econômico quanto na própria questão da saúde pública.

Mas afinal, o que se pode fazer a respeito? Quais medidas os investidores devem tomar para sobreviver a essa segunda onda do coronavírus? Neste artigo tentamos responder a essas perguntas.

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O ritmo da pandemia

Se você não vive isolado de tudo e de todos, certamente tem uma ideia do que está acontecendo. A primeira onda nunca terminou efetivamente no Brasil e nos Estados Unidos. Após um pico inicial elevado, as contaminações deram a impressão de diminuir significativamente, mas acabaram se mantendo em níveis bastante elevados, apenas menores do que os observados no auge da crise.

Já na Europa, após a verdadeira tragédia ocorrida nos primeiros meses, a situação de emergência arrefeceu e a vida voltou ao normal (ou a algo próximo disso) na maioria dos lugares. No entanto, a alegria não durou tanto, já que, com o final do verão europeu, a partir de setembro, as contaminações voltaram a aumentar drasticamente.

A situação foi saindo aos poucos do controle, até que nos últimos meses do ano, atingiu níveis extremamente elevados novamente. Atualmente, apesar de fechamentos e restrições terem voltado a amenizar os números, os países têm níveis ainda piores que aqueles observados no início da pandemia. Ou seja, cidadãos da França, Holanda, Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido etc. se encontram todos em situações parecidas.

Impacto sobre a economia

A situação atual, no Brasil, é a seguinte: todos os estados, em certa medida, estão enfrentando novas restrições. No entanto, há grande resistência em fechar tudo mais uma vez, pois se considera que fechamentos mais extremos, em um mercado já debilitado, poderia ser algo letal para a economia brasileira.

Como isso está se refletindo nos mercados financeiros? Na verdade, os investidores parecem estar um pouco mais serenos. Devido às informações sobre o sucesso dos testes com diversas vacinas, temos visto reações nas bolsas que vão desde uma ansiedade  natural até alguns momentos de otimismo – e, até, de euforia. Em geral, e principalmente no mercado de ações, já foram atingidos os níveis pré-pandemia na maioria dos principais países.

Em relação ao mercado Forex, os efeitos da pandemia, até o momento, foram mais complexos. Com a incerteza geral causada no início da disseminação do vírus pelo mundo, o efeito principal, no primeiro momento, foi uma valorização do dólar americano em relação às outras moedas. Afinal, o dólar serve, normalmente, como um ativo de segurança para capitais de risco durante períodos de incerteza. No entanto, houve um certo refluxo desse movimento à medida em que os mercados financeiros foram se acomodando. No último trimestre do ano, com anúncios mais sólidos sobre vacinas eficazes, essa recuperação ganhou ainda mais força.

É preciso salientar, porém, que alguns países enfrentam dificuldades maiores durante a pandemia, até o momento. Com isso, suas moedas tiveram uma desvalorização mais acentuada. É o caso, como você deve imaginar, do real brasileiro.

Outra questão importante é a volatilidade no mercado de divisas, que deve seguir por algum tempo, com as constantes crises políticas na passagem de poder nos EUA, novos focos da doença em algumas regiões do mundo e anúncios de planos de recuperação econômica na União Europeia e nos EUA, entre outros países. A volatilidade no curtíssimo prazo pode ser a principal armadilha que os investidores, especialmente os traders de Forex, terão de enfrentar nos próximos meses (ou até as vacinas terem cumprido seu papel de devolver as coisas à normalidade.

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Um Comentário

  1. Acho que a tendência de queda do dólar não se manterá muito. Na verdade, até já reverteu um pouco (em relação ao Euro, por exemplo). Biden vai gastar muito ainda, mas a economia dos EUA vai se erguer demaaaaais.

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